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| Artefatos |
Em nosso mundo, a magia permite criar itens fantásticos com as mais diversas utilidades. Uma espada pode ter sua têmpera melhorada, seu corte mais afiado, ou mesmo liberar energia, como fogo, frio ou eletricidade em um golpe. Porém, quando arcanos se juntam e pesquisam nos pergaminhos antigos dos dragões e elfos, criam-se itens de extraordinário poder. Nós já os chamamos de Obras Divinas, hoje eles são conhecidos como artefatos. Livro de Melken (Itens de Poder) No início dos tempos, quando os primeiros seres caminhavam no mundo, a maior dentre as criações aconteceu. Vinda de uma raça considerada perfeita, de grande poder espiritual, e com sociedade harmoniosa. Centelhas do próprio Daoh, o deus único, e sabiam disto. Um deles, aclamado por sua incrível sagacidade, descobriu que poderia utilizar os elementais do plano energético para conjurar feitos extraordinários. Tais entidades eram utilizadas por Doah para criar toda a realidade a sua volta. Capazes de manipular a matéria em todos os seus estados, juntavam os diversos elementos para formar pedras, plantas e animais, enfim, tudo que os deuses pudessem e quisessem conceber. No processo, os elementais eram trazidos ao plano material por frações de segundos e realizam as tarefas ordenadas. Isto, porém, era possível somente com esforço descomunal, valendo-se de rituais e energias de seus próprios corpos. Assim, sua vida dedicou-se a entender e aprimorar a manipulação destes seres, essas forças vivas. O resultado final culminou em um ritual que iniciaria o colapso desta civilização. Centenas de seu povo, seguidores de seu estudo que ansiavam por repetir seus feitos, deram suas energias, sem saber que morreriam no processo visionário. O objetivo era trazer elementais e aprisioná-los no plano físico, tanto quanto pudesse, definitivamente, de modo a causar um colapso nos véus que separavam os mundos e permitir um menor esforço para qualquer pessoa realizar os feitos ditos “mágicos”. Melken, ao escolher o recipiente que guardaria a essência desses seres, carinhosamente tomou seu principal livro de anotações e preparou-o para receber seus prisioneiros. Mas o ritual pareceu dar errado. A cidade foi parcialmente destruída e dividiu seu povo em duas facções: Aqueles a favor de Melken, e aqueles contra sua criação. Durante o ritual, o sagaz pesquisador também tivera sua energia sugada até o fim e não presenciou a guerra civil que ocorreu após sua morte. A primeira guerra desta raça e, para o deleite do caos, seu sangue tocou o solo pela primeira vez, derramado pelas mãos de seus próprios irmãos e irmãs. A facção contra o livro venceu e, ao chegarem nele, encontraram-no fechado. Fogo, água ou aço não o feriam. Quando o enterravam, ele parecia flutuar, vindo ao topo da terra, como se ordenasse que fosse aberto. Decididos, eles construíram uma fortaleza impenetrável e o lacraram. O tempo passou. Tal sociedade extinguiu-se. E mesmo as raças derivadas dela, perderam o conhecimento sobre o feito, que foi, aos poucos, apagado da história. A fortaleza sucumbiu aos ventos, às chuvas e aos movimentos do solo e, pouco a pouco, após milênios de escuridão, a fortaleza era somente pó e o livro estava novamente sob o solo. Para ser encontrado, mais tarde, por um camponês de nome Oberon que, curioso com o objeto que flutuava acima da terra, o abriu. Então o colapso entre os planos aconteceu e os véus enfraqueceram-se. O ritual, enfim, estava concluído. Iniciava-se agora, a Era da Ascensão. A magia estava acessível e Oberon seria o primeiro a usá-la. Galtrar e Meidala (Itens de Poder) Estes artefatos gêmeos foram criados durante a Era da Ascensão pelos Eldars, a raça perdida que originou os elfos. O livro de Melken havia sido trazido para eles por um mago, que solicitou total proteção ao artefato. Os Eldars anunciaram a destruição do livro poucos anos depois. Diziam que as páginas do conhecimento haviam encontrado seu fim. Porém, para garantir a sobrevivência da magia no mundo, os Eldars apenas transformaram o artefato de Melken, transferindo seu poder para duas esferas e ocultando-as dos sentidos mortais. Surgiram então Galtrar, nome que homenageava o reino de In´Galtrar, em que viviam os Eldars, e Meidala, em honra ao arcano que idealizou e preparou os rituais mágicos de transmutação. Galtrar se parece com um mundo visto do espaço, girando constantemente. Já Meidala, lembra um céu estrelado, com formações de galáxias e nebulosas. Tais formas, porém, só podem ser vistas sob poderosos efeitos mágicos e para qualquer pessoa comum, as esferas são completamente invisíveis. Com o declínio dos Eldars, a ordem élfica de Eldara tornou-se guardiã de tais itens, mantendo-as separadas e escondidas em lugares conhecidos somente pelo seu círculo interno. Tal separação visava impedir que todo seu poder pudesse cair novamente nas mãos de uma única pessoa, tal como aconteceu com o Livro de Melken. Dizem que, com o passar dos milênios, enquanto o mundo passou a vê-las como lendas perdidas, elas adquiriram consciência, sendo capazes de esconder-se por conta própria. Contam também, os mais ambiciosos, que aquele que empunhar uma delas poderá adquirir capacidades mágicas amplificadas, de modo a aproximarem-se do status divino. E empunhar ambas, traria o poder para destituir um deus. Lanças de Baeron (Lança) No auge do império Rashidiano, o mago tirano conseguiu capturar o deus da vida, Radrak, aprisionando-o no vulcão Galboratas, ao norte de seu castelo. O deus da vida foi resgatado ao custo da vida de um poderoso dragão e servo. O vulcão foi extinto no processo e seu interior, com o passar de poucos anos, encheu-se de fauna e flora. No centro, o maior carvalho de Melkearis cresceu, assumindo o tamanho colossal em questão de poucas décadas. Inspirado por visões, o dragão Baeron Psionllest Ferart retirou três grandes lascas da árvore e as levou para a Passagem dos mundos distantes. Lá, frente à entrada do mundo dos mortos, três arcanjos do senhor da vida o aguardavam. Ele entregou a eles e aguardou seu retorno. Estes as levaram às estrelas para retornar depois de uma cavalgada. Cada um com uma lança feita da madeira. A Baeron, fora dada a missão de escolher três pilares de bondade, cavaleiros de bem, para utilizá-las. Tais armas, mesmo sendo feitas de madeira, quando empunhadas por criaturas de bem eram consideradas indestrutíveis. Temidas por demônios e mortos vivos. Nos séculos que passaram, os inimigos aprenderam a temê-las. Hoje, uma das lanças pertence à Aoreon Rasgart, um protetor do próprio Baeron. Outra reside guardada em Galagah, a capital da luz, junto ao túmulo de seu último portador. A terceira fora perdida nos planos malignos e, junto daquele que a empunhava encontrou a destruição. Ruína dos Mortos (Espada) Forjada durante a quarta Era, na antiga Jalasran, somando esforços de arquimagos e Sacerdotes de Radrak, esta espada tinha o objetivo de expurgar os mortos-vivos do continente. Sua lâmina esbranquiçada foi conectada diretamente à energia sagrada dos planos superiores, fazendo de seu corte a ruína de qualquer morto vivo. Foi entregue para o Campeão Sagrado e rei de Galagah, Sandrius Goldshine, com a promessa de poder ferir o General Enelock. A espada realmente era imbatível contra qualquer morto-vivo, porém, ao deparar-se com o próprio Enelock, a maldição da família Goldshine manteve-se e o rei foi derrotado. Lâmina de Adil (Espada) Este artefato foi criado pelo dragão Melatander Adil Radrank, cujas escamas assemelham-se ao aço. Inspirado por uma visão de Radrak, o deus dos Dragões, ele retirou uma escama de seu peito e a forjou utilizando seu poderoso sopro de fogo. Ele e Nogard, um dos dragões ancestrais, repetiram os ritos que criaram a Ruína dos Mortos e completaram a Obra Divina colocando em sua empunhadura, um fragmento da lendária Esmeralda da Vida, entregue a eles por Emua Peri Racco. O artefato deveria ser guardado por Melatander Adil Radrank até que Radrak lhe mostrasse seu futuro dono, a quem o dragão também serviria e protegeria. Alma de Sigried (Espada) Em Breve...
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