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Regiões

            Grinmelken é dividido em cinco continentes onde Melkearis, no qual eu vivo, possui maior extensão, população e evolução. Este continente por si, já possui escrituras suficientes para estudarmos por décadas, por isso, vamos focar nossa atenção em suas histórias.

 

LEMURIAN

Ao sul da temida região do Deserto dos Ossos, Luminatrun, um mago de extremo poder, criou uma cidade que desafia nossa imaginação. Considerando-se um deus, ele a rege sob as leis que lhe forem convenientes. Ainda assim, a cada dia mais e mais pessoas fazem de Lemurian sua morada, em busca da segurança que a cidade voadora proporciona.

A cidade invertida, como é mais conhecida, é

considerada lendária para a maioria das pessoas comuns. Muitos duvidam de sua existência e aqueles que a viram já desistiram de tentar explicá-la: Uma montanha flutuante, com o imponente castelo Luminatrun em seu topo e uma cidade inteira debaixo dela, onde as pessoas viveriam normalmente, não fosse estarem de ponta-cabeça.


 

GALAGAH

Galagah é o berço da virtuosa família real Goldshine, um reino de pessoas admiráveis, de espírito puro e caráter invejável. Sua economia foi enfraquecida por uma guerra de 500 anos atrás, que culminou em quilômetros de terras amaldiçoadas, incapazes de dar vida a qualquer coisa. Os Campos de Sangue, como eram conhecidos, foram a mácula do reino e por séculos causaram sofrimento ao povo.

As dificuldades foram muitas com as terras para plantio reduzidas, mas foram superadas lentamente, década após década, pela perseverança dos filhos de Galagah, trazendo o reino de volta a uma vida sem miséria, ainda que humilde.

Governada por Airon Goldshine, um Campeão Sagrado do deus Radrak, Galagah é hoje uma referência de perseverança para os outros reinos.


 

 

ANTALIA

Governada pela família Barzael, estas terras já passaram por diversas guerras, com traições inesperadas e alianças poderosas. Foi invadida e retomada, e por pouco a linhagem real não se perdeu. Mas o sofrimento ficou no passado e seu povo agora vive um período de paz.

São muitas as peculiaridades do vasto domínio de Antália, sendo que a Floresta dos Enforcados é a mais famosa. Uma extensa região assombrada pelos espíritos de soldados e civis, vítimas da invasão que o reino sofreu durante a era Rashidiana.

O patriotismo e força de vontade deste povo os fizeram reerguer-se após as guerras e invasões sofridas. Com impostos altos, pagos de bom grado pelos súditos do rei, Antalia consegue manter a maior força armada da região. Seu sucesso está na fertilidade de suas terras, na habilidade de seus armeiros, e na diplomacia de seus governantes.


 

AMUCIMON

Fundada após a queda do império Rashidiano. Os ventos contam que Varsal, um mago necromante, viu a deusa Amupherus ser libertada do castelo de Rashidi quando o mesmo foi derrotado. Diante da visão da senhora dos mortos, percebeu sua insignificância e saiu à procura dos sacerdotes da deusa para ser catequizado.

Após ter sido iniciado na veneração da morte, utilizou de sua vasta influência e dinheiro para adquirir as terras vizinhas do local onde havia visto a aparição. Ali, construiu o maior templo da religião e, à sua frente, ergueu uma torre construída com ossos, para dar andamento a seus estudos e experimentos. O templo tinha a forma de um gigantesco crânio, que refletia a imagem que ele vislumbrara anos atrás.

Sendo um templo de Amupherus, as terras à sua volta foram proclamadas cemitérios. Habitantes de vilas próximas, não tardaram em enterrar seus parentes lá. O solo nas proximidades foi declarado como sagrado pelos seguidores da deusa, logo a região se tornou o maior cemitério do continente, sofrendo peregrinações constantes de homens buscando descanso eterno para seus entes queridos.

Estalagens, ferrarias e outros estabelecimentos foram erguidos, lucrando com a vinda dos visitantes. Pequenas vilas começaram a se formar.

Depois de alguns anos, um homem descobriu a fertilidade das terras em volta dos cemitérios colossais e, quando a notícia espalhou-se, muitos vieram, buscando uma forma de esperança.

Cimon Varsal, percebendo isto, nomeou de sua posse uma imensa extensão de terra, e fundou seu reino, que recebeu o nome de Amucimon, uma junção de seu nome e de sua deusa. Os reinos vizinhos nada reclamaram, pois consideravam que as terras eram profanas, pelo menos até a construção do templo. Varsal, sem exércitos, não representaria perigo. Não havia o que discutir.

Impostos altos instituídos, a proximidade com as ruínas do castelo de Rashidi e a arrogância de Varsal, foram os fatores determinantes para espantar muitas das pessoas que haviam migrado para o novo reino. Porém, a maioria permaneceu lá. Por não ter aonde ir ou por medo de se mudar. Logo, uma milícia foi formada e oficializada como guardiã daquelas terras. Uma lei simples de olho por olho, dente por dente, foi imposta e cumprida com rigidez, trazendo medo, mas também resultados.

As vilas fundadas nos limites dessas terras ficaram conhecidas pela alcunha de Vilas dos Mortos. Seus guardas receberam o título de Espadas do Crânio, ganhando poderes e responsabilidades. O símbolo de Amupherus foi talhado em suas armaduras e escudos. E uma cavalaria recém criada, com elmos em formato de crânio e armaduras negras, tornou-se a guarda pessoal do novo rei.

Hoje, quatrocentos anos após sua criação, o necromante Varsal continua no poder. Os bardos contam que sua longa vida é apenas o começo de um sinistro pacto feito com a morte.

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